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Cânula endotraqueal de intubação bibronquial

Cânula endotraqueal de intubação bibronquial. Para intubação concomitante de ambos os brônquios-fonte, cujo modelo tem por objetivo um melhor desempenho em relação aos modelos atuais. A cânula... (ver mais)


Cânula endotraqueal de intubação bibronquial. Para intubação concomitante de ambos os brônquios-fonte, cujo modelo tem por objetivo um melhor desempenho em relação aos modelos atuais. A cânula bibronquial objeto da presente patente é um tubo de duplo lume que se diferencia, basicamente, das outras cânulas seletivas de duplo lume atuais pela característica da extremidade distal nesse novo tubo os dois lumes, unidos na parte central do corpo da cânula como nas atuais, individualizam-se na extremidade interna continuando-se por dois a três centímetros como tubos separados. (Figuras 16 e 17). Essa nova cânula, objeto do presente modelo de utilidade, por ter uma única curvatura (idêntica a das cânulas simples) pode ser introduzida da mesma forma que estas últimas, sem a necessidade das manobras usadas na colocação dos tubos de duplo lume atuais que possuem duas curvaturas distintas em ângulos de 900 entre si, de modo que fiquem bem adaptados à via aérea quando em sua posição final tornando, porém, sua introdução mais dificil e arriscada. A cânula bibronquial é introduzida até que seus ramos bronquiais acavalguem a carina, posição final facilmente identificada pela resistência evidente à progressão (figura 20). A figura 16' esquema de corte longitudinal da extremidade interna de modelo de cânula bibronquial, mostrando a bifurcação terminal (10) em ramos direito e esquerdo. Foram excluidos componentes como o balonete e o conduto entre ele e o piloto. A figura 17 esquemas da extremidade interna de modelo de cânula bibronquial sem e com balonete de vedação respectivamente (11) e (12). Estrutura xfunçâo da cânula lnbronquzal. A partir da idéia básica da cânula bibronquial alguns aspectos de sua construção, com influência direta sobre seu uso, admitem variações. No aspecto de introdução da cânula bibronquial, um ponto importante é a migração das extremidades individualizadas separadamente para cada um dos brônquios-fonte. A maneira óbvia é a simples insuflação inicial (após a passagem pelas cordas vocais) do(s) balonete(s) das extremidades bronquiais, o que tenderia a separá-los fazendo que cada um seguisse em direção a um brônquio-fonte lembramos que, como nas cânulas simples, a curvatura de convexidade anterior é um guia para o posicionamento, dando uma indicação segura de que os ramos direito e esquerdo da cânula tenham se dirigido para os respectivos brônquios-fonte neste caso a cânula é construída de forma que os ramos bronquiais permaneçam próximos um do outro e alinhados com o maior eixo do tubo, sendo separados forçosamente pela ação dos bailonetes (figura 18) uma maneira alternativa seria o uso de um fio guia bifurcado correndo pelo interior de cada luz de modo a manter os ramos bronquiais próximos. Após a passagem pelas cordas vocais esse fio guia seria retirado, permitindo a tendência de afastamento dos ramos bronquiais nesse caso a cânula seria construída de modo que na posição de repouso (sem o guia) os ramos bronquiais permanecessem afastados. A primeira opção acredita-se, seja bastante superior à segunda por motivos de segurança, praticidade e custo. Um segundo aspecto a respeito do qual pode haver algumas variações sem prejuízo da idéia básica da cânula bibronquial é a quantidade e localização do(s) balonete(s). A proposta inicial é a de um balonete único (13) que se inicie a cerca de três a quatro centímetros antes da individualização dos ramos brônquicos e continue-se ao redor destes ramos. O balonete se estende por cerca de 4,0 cm sobre o ramo esquerdo, enquanto sobre o ramo direito ele se estende por 1,5 cm na sua porção mais lateral e por 2cm na porção medial, acompanhando a conformação chanfrada da extremidade deste ramo. (Figura 18) esse detalhe tem objetivo de evitar a obstrução da ventilação do lobo superior do pulmão direito como citado previamente outras possibilidades são a utilização de balonetes independentes para cada ramo, com ou sem um balonete traqueal. (Figura 19). A primeira opção, (balonete único) pela maior simplicidade na construção da cânula (um único conduto para enchimento do balonete) e facilidade na sua introdução, seria a de eleição. Detalhes como a extensão exata dos ramos bronquiais e do(s) balonete(s), o volume destes, o grau de maleabilidade do material, podem sofrer variações na construtividade sem prejuízo, portanto da materialização ora desenvolvida que se constitui no objeto do modelo ora descrito. A figura 18. Modelo da cânula bibronquial com balonete único (13), representada com o mesmo insuflado, o que acarreta discreto afastamento dos ramos bronquiais facilitando seu direcionamento durante a introdução. A figura 19 modelos alternativos de balonetes (14) - três balonetes individuais localizados na traquéia e em cada ramo bronquial (15) - dois balonetes individuais localizados em cada ramo bronquial. A figura 20 posição final de cânula bibronquial mostrando cada ramo da cânula localizado em seu respectivo brônquio-fonte e o ângulo entre os ramos acavalgando a carina notar a terminação chanfrada (13') do ramo direito acompanhada pelo desenho do balonete (13) de modo a evitar a oclusão do brônquio do lobo superior direito. O balonete desempenha função de separador dos ramos bronquiais e de vedação da via aérea e, sendo único, facilita a construção da cânula bfe - brônquio-fonte esquerdo (17), bfd - brônquio-fonte direito (18); blsd - brônquio do lobo superior direito (16) cânula bibronquial x outras cânulas seletivas. O presente modelo de utilidade de cânula endotraqueal de intubação bibronquial proporcionará uma intubação seletiva mais fácil e segura em relação às cânulas hoje existentes e acredita-se que isso se dê pelas seguintes razões 1) sua introdução será mais simples, não necessitando das manobras de rotação utilizadas com as cânulas de duplo lume. Isso acarreta também menor risco de lesão da via aérea. 2) O posicionamento final correto da cânula bibronquial é mais seguramente conseguido uma vez que, mantida a direção anterior da sua convexidade e considerando a tendência à separação dos ramos bronquiais após insuflação inicial do(s) balonete(s), a progressão da cânula ocasionará migração concordante dos ramos direito e esquerdo em direção aos brônquios correspondentes e, mesmo que haja inversão, sua ocorrência é facilmente identificada nas cânulas de duplo lume atuais a chance de que um tubo de seletivação esquerda seja erroneamente introduzido no brônquio-fonte direito e vice-versa, acreditamos ser maior além disso, com a cânula bibronquial a profundidade final de introdução é facilmente inferida, como já mencionado, graças ao acavalgamento da cama (9), enquanto nas cânulas de uso corrente o limite da progressão é mais dificilmente identificado ficando totalmente dependente das manobras auscultatórias em relação aos tubos com bloqueador brônquico a vantagem seria ainda maior uma vez que se dispensaria o uso obrigatório de fibroscópio para monitoração da introdução, bloqueio e inversão de bloqueio brônquico o fibroscópio, ainda assim, é ferramenta de grande valia em casos de dúvida na colocação de qualquer tipo de cânula seletiva. Levando-se em consideração que a cada mudança de posição do paciente a checagem do correto posicionamento da cânula é necessária, esse aspecto da cânula bibronquial torna-se ainda mais vantajoso. 3) Na cânula bibronquial a conversão de ventilação convencional (ambos os pulmões) para seletiva e o retomo desta a primeira além da inversão do pulmão a ser ventilado isoladamente é, principalmente em relação às cânulas com bloqueador brônquico, extremamente facilitada em decorrência de não serem necessárias as manobras com fibroscópio para mobilização do balonete bloqueador. Da mesma forma a aspiração do brônquio não ventilado também seria mais simples nesse novo tipo de cânula. Pertence ao setor técnico mecânica.

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1974 04/11/2008 3.1
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